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Pandemia: músicos de Imbituba e região relatam dificuldades financeiras; Governo de SC avança em protocolos para eventos testes e retomada Economia

Pandemia: músicos de Imbituba e região relatam dificuldades financeiras; Governo de SC avança em protocolos para eventos testes e retomada

por Administrador 04-06-2021 há 1 mês 1002

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Profissionais da área da música de Imbituba, Garopaba, Laguna, Imaruí, Paulo Lopes e região, bem como do Estado e do País, têm sofrido os impactos da pandemia e relatam dificuldades para se manter financeiramente. 

Enquanto o Governo do Estado e representantes dos setores de eventos, bares e restaurantes se aproximam de um protocolo seguro que poderia remediar a situação também dos artistas, o Portal AHora conversou com alguns deles, ouvindo músicos moradores de Imbituba e Tubarão.  

Para esta classe, a situação é ainda mais complicada que para todas as outras áreas, já que muitos deles ainda buscam se consolidar no meio musical e estão tendo de realizar outras funções profissionais para literalmente sobreviver.

É fato que a pandemia afetou a economia num todo, e todos acabaram sentindo um reflexo direto ou indireto disso tudo, porém o setor de eventos e os músicos, pelo menos até bem pouco tempo, não teve a oportunidade de fazer o mínimo de suas atividades, pois foram totalmente impedidos de trabalhar em público presente, situação que é responsável por 95% da renda destes artistas profissionais. 

Por outro lado, em países que seguiram as recomendações científicas e investiram em vacinação e em verdadeiro isolamento social, a situação já é outra, com reaberturas, volta à quase normalidade, realizadas há meses. Mas, no Brasil, com toda a polarização política e a falta de um enfrentamento real à pandemia por parte do Governo Federal, a situação parece longe de ser normalizada.

"É muito fácil falar 'você tem de se reinventar' quando se tem um emprego fixo"

De acordo com o músico e produtor musical imbitubense, Arthur Vinícius Vieira, também conhecido pelo nome de um de seus vários projetos musicais, “O Rei da Folia”, a classe ouviu falar muito em “você tem que se reinventar”, mas, sem que as pessoas levassem em consideração as diferenças de situações econômicas e empregatícias.

Arthur Vinícius é músico e produtor musical em Imbituba

“É muito fácil falar isso quando você tem um emprego fixo e seu salário está na conta todo mês. A maioria dos músicos estudaram muito, investiram suas vidas na música e agora iriam fazer o quê? Só resta mesmo o trabalho braçal, não que seja algo que o músico não possa fazer, porém, é totalmente fora do seu ofício e, talvez, com uma remuneração ainda mais inferior que a música. Então tomem cuidado ao falar isso”, pede o musicista.
"Eu, de fato, consegui me reinventar, com produções de lives e outros meios, assim como muitos, mas neste momento estou parando com estes projetos específicos justamente por não conseguir mais incentivo financeiro, por não ter mais como viabilizar tudo. Viver três meses é suportável, agora, mais de ano, se torna impossível, ainda mais sem nenhum incentivo, sem nenhum tipo de apoio do governo", revela.

Arthur Vinícius deixa claro quer simplesmente, apenas, se queixar, mas que não poderia deixar de relatar a realidade dos músicos, mas que, por outro lado, a pandemia o ensinou muito! Ele relata que conseguiu renovar vários potenciais que estavam omitidos, refletir, aprender novos trabalhos, novas técnicas e que aprendeu sobre a importância da internet, crescendo como pessoa e como empreendedor. 

“Vivi momentos inesquecíveis, criei novos laços, fiz novas parcerias, novos amigos e hoje dou muito mais valor a tudo que consegui conquistar através da música. Que possamos levar somente os bons ensinamentos dessa pandemia, e que nossa música ainda possa alegrar muitos corações, que possamos voltar a ver os sorrisos que hoje estão escondidos atrás das máscaras e que o abraço se torne novamente a coisa mais simples do nosso dia a dia”, conta Arthur Vinícius.


Com músicas dançantes, DJ é ainda mais prejudicada, mas, consciente, revela não aceitar convites para festas clandestinas

 
Já para a DJ Renata Sant, também moradora de Imbituba, o atual cenário pandêmico levou-a a refletir muito sobre todos os aspectos que envolvem o meio. Fomos afetados de uma maneira abrupta, e, sim, ficamos sem saber como fazer para dar a volta por cima e continuar apostando em nosso sonho. É muito triste ver que, assim como eu, muitas pessoas desse meio estão passando dificuldades, outras estão em situações bem mais conflitantes.



Renata trabalhou por por meses no ramo de estética para sobreviver 

Diante desta situação, e por ser formada em Nutrição, Renata não teve outra alternativa que não a de procurar fazer algo em outras áreas. Em franca ascendência na carreira até o início da pandemia, a artista conta que se viu obrigada a trabalhar por alguns meses na área de estética, para arcar com os custos de vida. Mas, isso depois de passar momentos de muita dificuldade financeira, sem recursos, mas quando ainda cultivava a esperança que seria um período curto sem trabalho na noite.

Demonstrando muita consciência social, a artista relata que, apesar das dificuldades, no entanto, nesses últimos meses, não aceitou convites para tocar em festas clandestinas, pois, é,  totalmente, contra a esse tipo de evento. Renata revela ainda que muitas vezes se vê em um dilema bastante difícil. Segundo a DJ, há donos de estabelecimentos que tentam sua contratação, mas com propostas quase indecorosas, apesar de ela entender a situação.

“Tive apenas um encontro com o público no carnaval para pouquíssimas pessoas em um estabelecimento que atendia todas as diretrizes sanitárias. Atualmente há convites para tocar em lugares que atendem as normas sanitárias, porém, os cachês diminuíram bruscamente, o que se opõe à busca pela valorização do nosso trabalho, já que aplicamos bastante investimento e dedicação ao mesmo. E, mesmo entendendo a situação dos meus contratantes, que também sofrem com atual cenário, ainda não consigo aceitar alguns convites, devido às questões financeiras”.

Contudo, Renata ainda consegue pensar positivamente e está à espera de um retorno favorável, dentro das condições que estão sendo permitidas, apostando em novos projetos, mas sem nenhuma garantia financeira. “Não vejo a hora de voltar a fazer o que realmente amo, com força total, sem medo ou incertezas”, projeta a DJ, que é ainda mais prejudicada que os colegas que conseguem fazer shows acústicos, já que sua música, com batidas eletrônicas e extremamente dançante, não vem sendo contratada já que ainda há proibição para a dança nos bares e restaurantes.


Otimista: cantor sertanejo de Tubarão se reinventa, mas anseia por retomada 

"Estamos passando por um período atípico em nossas vidas. De modo geral a sociedade sofre com a perda de familiares, amigos e entes queridos. Nossa torcida é de que, antes de mais nada, tudo se resolva e as coisas possam naturalmente voltar ao normal”.

 E desta forma esperançosa que o músico Marcelo vem encarando as dificuldades financeiras e a tristeza de não poder fazer em plenitude o que mais gosta, que é cantar e levar alegria ao público com toda a energia que sua música leva quando amplificada, plugada às potentes caixas de sons e em grandes palcos para milhares de pessoas. 

Marcelo lembra que o segmento foi bastante afetado já que as restrições impuseram uma série de regras, mas isso o forçou a se reinventar. Foi aí que ele partiu para um outro norte: shows acústicos e shows em formato de live, sempre com um objetivo em mente: levar diversão e entretenimento para as pessoas.

"Porém, as dificuldades têm de ser encaradas sempre de forma construtiva, olhando para frente e vislumbrando novos horizontes. A expectativa segue sendo a liberação gradual das atividades, sempre prezando pela vida das pessoas é claro. E, consequentemente, buscar, através dos formatos tradicionais, levar ainda mais diversão para as pessoas", espera.

Em nova reunião, Governo do Estado avança na criação de protocolos para eventos testes em SC

O Grupo de Trabalho (GT) que discute a retomada de eventos no Estado teve mais uma reunião nesta quarta-feira, 2, para avançar nas tratativas sobre a realização de eventos testes. Uma proposta detalhada de quatro atividades, com as medidas sanitárias aplicáveis a cada uma, foi encaminhada para análise de especialistas da Saúde. O comitê é formado pela Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina (Santur), Secretaria de Estado da Saúde e representantes de entidades do segmento.

Além da realização de um congresso, um evento cultural, uma feira e um jantar, será incluída nos testes uma atividade esportiva, promovida pela Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), que também participou da reunião desta quarta. Outro avanço importante foi o anúncio de que Santur está finalizando a contratação da ferramenta de rastreamento que será disponibilizada para monitorar a participação de público nesses eventos. As medidas atendem à determinação do governador Carlos Moisés de viabilizar atividades econômicas com respeito às regras para prevenção da disseminação da Covid-19.

"Para a próxima reunião do GT planejamos trazer um representante da empresa contratada para explanar sobre o funcionamento da ferramenta e sanar dúvidas. Também estamos discutindo com a Saúde sobre o acesso à base de dados para o monitoramento", antecipou o assessor especial da Santur, Renê Meneses.
Sobre a data dos eventos-testes, o grupo sinalizou a possibilidade de realizá-los entre julho e agosto, dependendo do panorama da pandemia no Estado. "Além de protocolos para cada tipo de evento, vamos sempre levar em conta o cenário da pandemia, para no momento oportuno avançar na retomada dos eventos do estado com segurança", frisou a diretora da Vigilância Sanitária, Lucélia Kryckyj.

A participação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) no GT está sendo articulada. O objetivo é que a instituição colabore com a metodologia de monitoramento e avaliação de todas as etapas das atividades - antes, durante e depois.

Das entidades, estavam representadas na reunião a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc-SC), Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape-SC), União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe), Federação dos Convention & Visitors Bureau de Santa Catarina, Floripa Convention/Fortur, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SC), Senac, Fecomércio-SC e Associação Brasileira de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (Abraceo).

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